Dicas para passar o feriado sem ampliar comportamentos de risco relacionados à COVID-19

Especialista orienta as pessoas a serem protagonistas do cuidado para que o cenário não se agrave devido ao relaxamento
4 de setembro de 2021 às 16:48

COM ASSESSORIAS – O cenário atual da pandemia da COVID-19, mesmo com números em queda, é preocupante pelo número expressivo de casos ativos na cidade. Além das novas variantes, há circulação maior de pessoas nas ruas com a flexibilização do funcionamento de atividades diversas. E a maior parte da população não está completamente imunizada com a vacina. Soma-se a isso a aproximação dos feriados da Independência do Brasil e de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais – padroeira da cidade de Curitiba – celebrados nos dias 7 e 8 de setembro, respectivamente. Ou seja, ainda não dá para relaxar.

Especialistas alertam para que a população evite comportamentos de risco relacionados à pandemia porque, de acordo com as previsões, há um risco do agravamento da pandemia acontecer na segunda quinzena de setembro. A possibilidade de aumento de casos está associada aos três fatores já citados: a circulação da variante Delta, a cobertura insuficiente de pessoas vacinadas com esquemas completos e o relaxamento das medidas de proteção.

O feriado prolongado é convidativo para ir à praia, viajar para outros locais ou até mesmo aproveitar os dias de descanso para realizar atividades prazerosas e de lazer. “Mas esse comportamento não pode nos impedir de manter os cuidados necessários para evitar a contaminação. O feriado não pode ser considerado os festejos da volta à normalidade. A epidemia de COVID-19 ainda não está controlada. Temos as novas variantes circulando no Brasil e a imunização é insuficiente para descuidarmos das medidas de distanciamento social”, afirma Moacir Pires Ramos, médico cooperado da Unimed Curitiba, especialista e infectologia e epidemiologia.

Ele afirma que muitas transmissões estão ocorrendo durante encontros familiares e com amigos, especialmente durante as refeições com pessoas que não fazem parte do seu núcleo familiar, pois é necessário retirar a máscara. “As refeições têm uma índole prazerosa, de relaxamento e intimidade. O que leva as pessoas a se aproximarem mais ao redor de uma mesa e, quando há a ingestão de bebidas alcoólicas, esta falta de cuidados se amplia”, explica.

Dicas para encontrar sem contaminar

O infectologista sugere que esses encontros durante refeições aconteçam “só em ambientes abertos, com distanciamento, e que algumas regras continuem sendo cumpridas como não compartilhar copos e talheres, só tirar a máscara no momento de se alimentar, evitar conversas ao comer e beber e colocar as pessoas que convivem no dia a dia sentadas juntas e manter as mesas distantes umas das outras”, propõe.

Outra recomendação dele está relacionada ao uso de máscara mesmo ao ar livre. E uma utilização correta da máscara facial cobrindo a boca e o nariz. “Estar ao ar livre não autoriza a estar sem máscara, até porque nunca se sabe quem vai se aproximar de você em várias situações: correndo, andando de bicicleta, pedindo uma informação, etc”. Ele também lembra de uma situação automática para algumas pessoas que, quando encontram alguém conhecido, baixam a máscara para falar particularmente, especialmente em ambientes abertos. “Distanciamento e uso de máscara cobrindo a boca e o nariz são medidas complementares e sempre devem ser utilizadas em conjunto”, indica.

Estamos vivendo um período diferente, com novas rotinas e cuidados, mas a pandemia da COVID-19 continua e, mesmo com a vacinação, esse cenário exige todos os cuidados possíveis. “É sabido que a vacina não impede o contágio, nem a transmissão, mas diminui a possibilidade de adoecer e reduz as chances de casos graves, internamentos e mortes. No entanto, não tem como prever como o vírus se comportará em nosso organismo e no organismo daqueles que amamos. Por isso, enquanto a pandemia não estiver controlada, toda a população vacinada deve seguir as medidas sanitárias para evitar a contaminação e a disseminação do vírus e de suas variantes”, conclui Moacir Pires Ramos.