Open Banking: como vai funcionar?

No Brasil, a previsão é de que a nova tecnologia esteja funcionando em sua totalidade em dezembro deste ano; webinar gratuito da FAE Centro Universitário tem como objetivo esclarecer alguns pontos referentes ao sistema
24 de agosto de 2021 às 14:25

COM ASSESSORIAS – Depois do PIX, que é um meio de pagamento instantâneo, a próxima tecnologia gratuita a ser implementada no Brasil será o Open Banking, que possibilita aos correntistas das instituições financeiras o compartilhamento de dados e serviços bancários por meio da integração de sistemas. A FAE Centro Universitário vai realizar, no dia 26 de agosto, às 19h, um webinar gratuito sobre o tema. A palestra é aberta ao público e as inscrições podem ser feitas em fae.edu/eventos.

Entre os temas que serão tratados no webinar da FAE, estão as vantagens do Open Banking, a segurança, os pontos principais a serem observados, como será desenvolvida a nova tecnologia no Brasil e o calendário de implementação. Basicamente, o objetivo da aplicação do novo conjunto de regras é promover a concorrência, a eficiência e oferecer novos produtos para o consumidor.

“Por exemplo, se você tem um empréstimo em um banco com determinadas taxas de juros, outro banco saberá, pois terá acesso aos seus dados, e poderá ter a oportunidade de oferecer a você uma condição melhor, uma negociação com juros mais baixos, por exemplo”, explica o professor de Finanças da FAE Business School, Luis Roberto Antonik (Ph.D.), que será o palestrante do webinar. Assim, com o compartilhamento de dados, certamente as instituições financeiras poderão entender um pouco mais sobre o perfil dos usuários e, assim, usar a inteligência para lhes oferecer condições melhores nas mais diversas transações. Para o professor, não há desvantagens nisso. “Não vejo problemas, só pontos positivos”, garante.

É importante reiterar que as regras do Open Banking vão funcionar apenas com o consentimento do usuário. Ou seja: quem pretende deixar seus dados compartilhados deve manifestar a intenção ao gerente de sua conta, por exemplo. Não se trata de um aplicativo que vai permitir o compartilhamento, nem um produto. Os clientes poderão pedir para suas instituições financeiras compartilharem seus dados, se assim desejarem, por meio do aplicativo da própria instituição.

Entre os dados que poderão ser compartilhados, estão os pessoais (como nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço, etc.); dados transacionais (informações sobre renda, faturamento no caso de empresas, perfil de consumo, capacidade de compra, conta-corrente, entre outros); e dados sobre produtos e serviços que o cliente usa (informações sobre empréstimos pessoais, financiamentos, etc.).

Outros países já fazem uso de regras parecidas. O Reino Unido foi pioneiro ao implementar um sistema semelhante em 2018, enquanto a Austrália deu início à primeira fase do seu programa em julho deste ano. A Índia também já deu os primeiros passos para a criação do seu Open Banking. Além disso, países como Estados Unidos, Canadá e Rússia estão analisando maneiras de incorporá-lo aos seus sistemas financeiros.

AGENDA

Webinar gratuito – “Open Banking: a mudança no mercado financeiro”

Quando: 26/08/2021

Horário: 19h

Inscrições: fae.edu/eventos